a temperatura de cor de uma fonte de luz é um ponto que merece atenção especial ao determinarmos a iluminação de qualquer espaço, uma vez que possui grande influência em nossas percepções sobre o ambiente e está diretamente associada ao bem-estar do ser humano.
medida em kelvin (k), a temperatura de cor expressa a aparência cromática da luz emitida por uma fonte luminosa, ou seja, a sensação visual de cor da luz. costumamos denominar como "luz quente" aquelas que percebemos mais amareladas ou alaranjadas e apresentam menor índice na escala kelvin. conforme esse índice aumenta, percebemos a luz na tonalidade branca até chegar ao tom azulado, denominado como "luz fria".

devido ao ciclo circadiano ou ritmo biológico do corpo humano, é possível traçar um paralelo entre a variação da luz natural ao longo do dia e sua influência em nossas atividades diárias, metabolismo e saúde. a partir da mudança da temperatura de cor no decorrer do ciclo do sol, nosso organismo tem indicações de quando devemos estar mais ativos e quando devemos descansar, por exemplo.
ao nascer do sol, com tons mais alaranjados e temperatura de cor mais baixa, recebemos sinais para começar a despertar. com o passar das horas, a temperatura de cor aumenta e percebemos a luz como branca, dando indicações que devemos ficar mais alertas e ativos para as atividades do dia. ao pôr do sol, quando a temperatura de cor volta a ficar mais baixa, temos a indicação que devemos diminuir o ritmo e descansar.
dessa forma, a associação da luz quente a momentos de relaxamento, convívio e descanso, e da luz fria a momentos de maior atenção e produtividade nos dão indícios de como planejar a iluminação artificial, através do efeito que a temperatura de cor escolhida surtirá no ambiente a ser iluminado e nas pessoas que o habitam.